Dia-do-Senhor

O dia do Senhor em tempos de pandemia.

O domingo, dia do Senhor.
A Santa Missa, centro da festa cristã.
O dia do Senhor em tempos de pandemia.

I. “NO DIA CHAMADO DO SOL, reúnem-se num mesmo lugar todos os que moram nas cidades ou nos campos […]. E reunimo-nos todos no dia do Sol porque é o primeiro da semana, aquele em que Deus criou o mundo, e porque nesse mesmo dia Jesus Cristo nosso Salvador ressuscitou dos mortos”1. Antes do grande Domingo, dia da ressurreição do Senhor o dia no qual todos se dedicavam  a estar com o Senhor era o Sábado. Foi o próprio Deus que o instituiu2, ordenando que nesse dia o povo israelita se abstivesse de certos trabalhos, para dedicar-se a honrá-lo3.

Com a Ressurreição de Jesus Cristo, o sábado dá lugar à realidade que prenunciava: a festa cristã. O próprio Jesus fala do Reino de Deus como uma grande festa oferecida por um rei para celebrar as bodas do seu filho6. Com Cristo surge um culto novo e superior, porque temos também um novo Sacerdote e se oferece uma nova Vítima.

 

II. DEPOIS DA RESSURREIÇÃO, os Apóstolos passaram a considerar o primeiro dia da semana como o dia do Senhor, dominica dies4, porquanto foi nesse dia que Ele nos alcançou com a sua Ressurreição a vitória sobre o pecado e a morte. O centro e a origem da alegria da festa cristã encontra-se na presença do Senhor na sua Igreja, que é o penhor e a antecipação de uma união definitiva na festa que não terá fim5.

A Santa Missa torna Jesus presente na sua Igreja e é o Sacrifício de valor infinito que se oferece a Deus Pai no Espírito Santo. Todos os outros valores humanos, culturais e sociais da festa devem ocupar um lugar secundário, cada um na sua ordem, de modo a não obscurecerem ou substituírem em momento algum o que deve ser fundamental.  Temos de procurar, mediante o exemplo e o apostolado, que o domingo seja “o dia do Senhor, o dia da adoração e da glorificação de Deus, do santo Sacrifício, da oração, do descanso, do recolhimento, do alegre convívio na intimidade da família”6.

 

III. ACLAMAI A DEUS, toda a terra, cantai a glória do seu nome, rendei-lhe glorioso louvor, lemos na antífona de entrada7. O preceito de santificar as festas corresponde também à necessidade de prestar culto público a Deus, e não somente de modo privado. Alguns pretendem relegar o trato com Deus ao âmbito da consciência, como se não houvesse necessidade de manifestações externas.

Embora estejamos nesse período de pandemia, por causa do corona vírus, podemos com nossa criatividade pensar como podemos agradar ao Senhor. Preparando-se bem para a Santa Missa, mesmo que seja online. Alguns minutinhos antes de iniciar a Missa podemos ficar recolhidos já apresentando a Deus nossos pedidos e agradecimentos. Na hora da comunhão podemos fazer nossa comunhão espiritual em fim. Trata-se de milhares de iniciativas que podemos empreender para fazer do dia do Senhor um verdadeiro dies domini (dia do Senhor).

 

(1) São Justino, Apologia 1, 67; Segunda leitura da Liturgia das Horas do terceiro domingo do Tempo Pascal; (2) Gen 2, 3; (3) Ex 20, 8-11; 21, 13; Deut 5, 14; (4) Apoc 1, 10; (5) cfr. Apoc 21, 1 e segs.; 2 Cor 1, 22; (6) Pio XII, Aloc., 7-IX-1947; (7) Sl 65, 1-2;

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